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  • Técnicas de Lobbying em África – Tudo o que precisa de saber

    10/01/2020

    Ao contrário do que se possa acreditar, fazer lobby não é inerentemente mau. É verdade que os grupos de interesse fazem lobby para pressionar em prol de uma causa. Mas as causas apoiadas são, regara geral, benéficas para a sociedade como um todo. Veja o exemplo de Greta Thunberg. A ativista sueca está a representar muitos grupos de lobby que estão a pressionar os governos mundiais para tomarem medidas sobre as mudanças climáticas e salvar o planeta.

    Desfeito este mito sobre lobby, é hora de voltarmos a nossa atenção para as técnicas de lobby mais usadas em África.

    1 – Fazer contactos próximos

    Se quer fazer lobby com um sistema político presidencial ou parlamentar, precisa de contactos e relações estreitas com quem está nos corredores do poder. Isso promove credibilidade e confiança e permite que eles seja ouvido e possa expor tudo o que seja relevante e interesse na defesa da sua causa com algum conforto.

    2- Usar todos os tipos de media

    Sempre que lê um jornal, nas suas páginas existe uma ou duas histórias sobre algum grupo da “sociedade civil” que pede ao governo que tome medidas nalguma questão premente. Que propósito terão as notícias sobre esse tema veiculadas por esses grupos? Colocam pressão no governo para agir, porque os media amplificam a voz dos lobistas através do povo.

    3 – Financiamento de think tanks

    Se é um leitor voraz, encontrará regularmente relatórios de grupos de reflexão. Esses relatórios são baseados no modelo de causa e efeito – ou seja, escolhem um problema, identificam as suas causas, preveem os seus efeitos e apontam uma solução que o governo poderia implementar. Esses relatórios são, muitas das vezes, utilizados pelos lobistas, empregando-os para que suas vozes sejam ouvidas e sustentadas nos corredores do poder.

    4 – Dinamizar campanhas nas massas

    Alguns grupos de interesse tentam influenciar políticas dinamizando campanhas para as massas. Isso inclui a organização e reunião dos interessados e das pessoas que apoiam uma causa específica. A National Rifle Association (NRA) nos EUA é um bom exemplo. Os seus membros manifestam-se regularmente em prol da 2ª emenda na constituição dos EUA, que lhes dá o direito de portar armas.

    5- Criação o comité de ação política

    Comités de ação política são grupos que recolhem e angariam dinheiro e o distribuem entre candidatos políticos. Na maioria das vezes, são a forma de financiamento de campanhas de grupos de lobby. Esste suporte garante que as suas causas são defendidas pelos candidatos que recebm o dinheiro do comité. Esta estratégia, embora rara, ainda pode ser encontrada nalguns sítios de África.

    6- Trabalhar em proximidade com os tribunais

    O litígio é uma das mais poderosas, embora demoradas, técnicas de lobby. Isto implica que o grupo de interesse submeta petições nos tribunais contra uma política específica do governo. Ambas as partes são convocadas pelo juíz a prestarem as suas respostas.

    Se o grupo de lobby tiver levado a tribunal um caso bem fundamentado, poderá obter um julgamento favorável que forçará o governo a reverter a política em questão.

     

    Conclusão

    Não é necessário dizer que nenhuma das técnicas de lobby mencionadas acima pode ser útil em todos os cenários possíveis. Embora possa haver casos em que a legislação possa abrir as portas, as campanhas de massas podem mostrar-se mais eficazes, nos outros. Isto significa que é o tipo de causa que determina a melhor estratégia de lobby, e não o contrário.

     

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