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  • Como os grandes negócios controlam o Governo

    24/10/2019

    De acordo com um estudo realizado pela CNBC, o público de 7 dos 13 países mais desenvolvidos do mundo acredita firmemente que as grandes empresas influenciam o governo para que não precisem de se reger e comportar de uma forma responsável. Simplificando, e é a opinião geral, as empresas influentes “manipulam o sistema” controlando os governos.

    Esta afirmação poderá ter bastante teor de verdade. Seja para diluir uma potencial política tributária corporativa que possa ameaçar os lucros no de entrar em vigor na sua forma original ou para encontrar novas oportunidades de mercado, as grandes empresas usam lobistas para enviesar o governo de acordo com a sua vontade e ganhar dinheiro com isso.

    Quase em jeito antagónico, são, também, as empresas de lobby que protege a população dos riscos que daí advém. Veja como o fazem:

    1. Tornar o mercado competitivo

    Imagine um cenário em que várias empresas de lobby tentam influenciar o governo em representação dos seus clientes. Nenhum deles conseguirá garantir o resultado final em completo para si. Todos eles, gostem ou não, terão que se contentar com algumas vitórias e com algumas cedências.

    Como isso acontece, nenhuma grande empresa consegue ter o poder suficiente para dominar todo o mercado. A título de exemplo, isso impede que alguma empresa aumente artificialmente os preços em detrimento do público, porque isso permitiria que outras empresas, que competem diretamente com os mesmos produtos, mas por um preço mais baixo, preenchessem o vazio criado.

    2. Proteger o público

    Com base no exemplo acima dado, o que acha que acontecerá se, suponhamos, uma única empresa de abastecimento alimentar controlar uma quota de 90% do mercado? Adivinhou: o público em geral terá bastantes dificuldades em sobreviver sendo que depende do mercado alimentar para satisfazer as suas necessidades diárias.

    É esse cenário totalitário que as empresas de lobby ajudam a evitar. Eles garantem que o poder económico seja distribuído não verticalmente, mas horizontalmente, para beneficiar um grande número de empresas cuja entrada no mercado forçaria a sua permanência competitiva e ofereceria produtos a preços adequados à capacidade de compra do público em geral.

    3. Moldar políticas benéficas para as pessoas

     A principal razão pela qual os governos ouvem as grandes empresas é porque estas empregam as pessoas que os elegem para os corredores do poder. Em certo sentido, essa é uma fraqueza dos governos que as empresas de lobby exploram para forçá-las a elaborar políticas favoráveis ​​às pessoas.

    Precisa de um exemplo para entender este ponto? Vamos supor que um governo pretende adotar uma política que proíba o consumo de combustíveis fósseis numa área onde uma refinaria de petróleo emprega uma parcela substancial da população. Nesse caso, uma empresa de lobby que usaria vários métodos (publicidade, influenciar a sociedade civil, moldar a opinião de terceiros) para impedir o governo de prosseguir com a sua intenção, usando a perda de empregos como argumento.

     

    Conclusão

    Como acontece no resto do mundo, as empresas de consultoria de assuntos governamentais em África também são projetadas para proteger o interesse dos negócios. No entanto, como mostramos acima, com todos os exemplos, cuidar dos negócios é, por extensão, cuidar das pessoas que eles empregam. Portanto, embora não se possa traçar uma linha direta que conecte o trabalho das empresas de lobby a como elas devem beneficiar o público em geral, existem maneiras complexas e não tão literais  de usar essas empresas para que se o faça.

     

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